segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Spurgeon

"A quietude - que algumas pessoas não toleram porque revela sua pobreza interior - é como um palácio de cedro para o sábio, pois por entre seus átrios sagrados, o Rei em sua beleza, se digna a caminhar."

 Spurgeon

sábado, 10 de dezembro de 2011

Diretrizes Cristãs


Rev. Samuel Rutherford

1. Que partes de todas as horas do dia, para a Palavra e a oração, sejam dadas a Deus, com períodos menores ou maiores; não dispensando a décima segunda hora, ou meio dia, embora deva ser então o tempo mais curto.

2. No meio das ocupações mundanas, deve haver alguns pensamentos sobre o pecado, a morte, o julgamento e a eternidade, com pelo menos uma ou duas palavras de oração dirigidas a Deus.

3. Vigie para que seu coração não divague durante a oração privada.

4. Não resmungue se chegar da oração sem sentimento de alegria. Abatimento, senso de culpa e fome, são freqüentemente o melhor de nós.

5. Que o Dia do Senhor, da manhã à noite, seja gasto sempre em adoração privada ou pública.

6. Que as palavras sejam observadas, pensamentos errantes e ociosos sejam evitados. Que nos previnamos contra a raiva súbita e o desejo de vingança, mesmo quando buscando a verdade, pois freqüentemente misturamos nosso zelo com fogo selvagem.

7. Que pecados conhecidos, descobertos e revelados, que são contra a consciência, sejam evitados, como os mais perigosos preparativos para a dureza de coração.

8. Que ao lidar com os homens, a fé e a verdade nos contratos e negociações sejam considerados; que lidemos com todos em sinceridade; que a consciência não seja composta de palavras ociosas e mentirosas; e que nossa carreira seja tal que, aqueles que a vêem possam falar honrosamente da nossa profissão de
fé e do nosso doce Mestre.

Fonte: http://www.puritansermons.com/

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1
E-mail para contato: felipe@monergismo.com. Traduzido em setembro/2007.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Agostinho


"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."

Agostinho de Hipona

domingo, 4 de dezembro de 2011

Se o Nosso Morrer For Uma Disciplina? (John Piper)


Meditação em 1 Coríntios 11.29-32

Viver para Cristo é bastante árduo. No entanto, morrer para Cristo é também muito difícil. Precisamos de toda ajuda que pudermos obter. É uma questão de fé. Confiaremos nEle até ao fim? Descansaremos em sua graça ou entraremos em pânico, imaginando que somos destinados ao inferno? Saberemos lidar com o medo de que o nosso morrer é um castigo e o prelúdio de algo pior? Oh! quantas dúvidas plantadas pelo diabo! Temos de aprender como repeli-lo com a espada do Espírito, a Palavra de Deus. Esta é outra parte de nossa defesa.

Suponhamos que pecamos realmente de um modo negligente e que desagradamos a Deus. Suponhamos também que sejamos “disciplinados” e “julgados” pelo Senhor, por conseqüência desse pecado, e que Ele nos envie uma doença. Cuidado! Eu não estou dizendo que sejamos “punidos” no sentido de sofrermos a penalidade do pecado. Cristo suportou a penalidade de todos os nossos pecados, na cruz: “Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados” (1 Pedro 2.24). Porém, usei a palavra “disciplinados” no sentido de repreensão, correção, purificação e preservação de pecados piores. “O Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (Hebreus 12.6).

Mas, o que você diz sobre a morte? Deus nos removeria por meio da morte como parte de sua disciplina? 

O apóstolo Paulo afirmou que, às vezes, Deus faz isso. Ao lidar com os pecados cometidos na Ceia do Senhor, Paulo escreveu:

“Quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem [ou seja, que morreram]. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo” (1 Coríntios 11.29-32).

Em outras palavras, ficar doente, fraco e, até, morrer são formas de disciplinas do Senhor. O objetivo não é a condenação. Isso aconteceu na cruz. Para nós, não há “nenhuma condenação” (Romanos 8.1). O objetivo é “não sermos condenados com o mundo” (1 Coríntios 11.32). Em outras palavras, a morte é, às vezes, um livramento disciplinar que visa salvar-nos da condenação. “Há entre vós… não poucos que dormem [ou seja, que morreram]… para não sermos condenados com o mundo.”

É claro que essa não é a razão de todas as mortes dos preciosos santos de Deus. Não conclua imediatamente que sua doença ou a sua morte se deve a uma trajetória de pecado, da qual você tem de ser libertado. Mas suponha que isso pode ser o que está acontecendo.

Isto é encorajador? Pensar nisto o ajudará a morrer mais tranqüilo, com mais fé e esperança? Minha resposta é que todo o ensino da Bíblia tem como alvo ajudá-lo a morrer, bem como ser um encorajamento para a fé, à luz da verdade (Romanos 15.4).

Então, como esta verdade nos fortalece, para que tenhamos uma morte cheia de esperança? Talvez assim. O pensamento de que somos pecadores não é uma grande ameaça à nossa paz? O pensamento de que Deus é soberano e de que Ele poderia remover a doença, se quisesse, não nos ameaça com sentimentos de temor, quando sabemos que, se a doença permanece, Ele deve estar agindo contra nós? E como lidaremos com esses temores, quando sabemos que somos realmente pecadores e que a corrupção ainda permanece em nós? Nesses momentos, buscamos algum encorajamento na Bíblia mostrando-nos que Deus está disposto a salvar crentes que pecaram e são muito imperfeitos.

No entanto, sabemos que Deus é santo e odeia o pecado, até o pecado cometido por seus filhos. Também sabemos que Ele disciplina seus filhos fazendo-os passar por experiências dolorosas (Hebreus 12.11). Não somos daqueles que afirmam que Deus não tem qualquer relação com as experiências dolorosas da vida. 

Por isso, buscamos ajuda e esperança na Palavra de Deus, a qual é completamente realista. E achamos em 1 Coríntios 11.32 que a morte dos santos — a morte que é disciplina e julgamento — não é condenação, e sim salvação. Deus está tirando a vida do crente que está em pecado, porque o ama tanto que não permitirá que ele continue no pecado.

Isto é um poderoso encorajamento. Não é fácil de entendermos, nem é ensinado freqüentemente. Mas é uma rocha firme. O que isto diz a todos nós é o seguinte: não precisamos estar certos de que o tempo de nossa morte se deve ao nosso pecado, ou à crueldade de Satanás (Apocalipse 2.10), ou a outros propósitos de Deus. O que precisamos realmente é a profunda segurança de que, se a nossa morte resultar de nossa tolice e pecado, podemos descansar tranqüilamente no amor de Deus. Nesses momentos, estas palavras serão extremamente preciosas: “Somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo”. Deste modo, aprendemos a morrer tranqüilos.

Devocional extraído do livro Provai e Vede, de John Piper.