terça-feira, 19 de agosto de 2014

Depois da Oração - Uma oração puritana.

Ó Deus da graça,
Lamento por minhas orações frias, indiferentes, insensíveis;
a pobreza delas acrescenta pecado acima de pecado.
Se minha esperança estivesse nelas, eu estaria liquidado;
Mas o preço de Cristo perfuma meu frágil gaguejar,
e ganha sua aceitação.
Aprofunda minha contrição de coração,
Confirma minha fé no sangue que lava de todo o pecado.
Que eu possa andar amavelmente com meu grande redentor.
Inunda minh´alma com verdadeiro arrependimento,
que meu coração esteja em pedaços por causa do pecado e para o pecado.
Que eu esteja tão lento para perdoar a mim mesmo
como tu és rápido para perdoar-me.
Olhando as glórias da tua graça,
que eu seja lançado no abismo mais profundo da vergonha,
e ande de cabeça baixa, pois tu me pacificaste.
Ó meu grande sumo-sacerdote,
derrame sobre mim correntes da necessária graça,
abençoa-me em cada um dos meus empreendimentos,
em cada pensamento da minha mente,
cada palavra dos meus lábios,
cada passo dos meus pés,
cada obra das minhas mãos.
Tu viveste para abençoar,
morreste para abençoar,
ressurgiste para abençoar,
ascendeste para abençoar,
tomaste teu trono para abençoar,
e agora reinas para abençoar.
Ó Deus da graça!
Dá sinceridade aos meus desejos,
seriedade às minhas suplicas,
fervor ao meu amor.

AMÉM.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A Importância de uma Exegese Correta

Daniel Doriani

Um estudioso da Bíblia entra na cozinha de um amigo e vê um imã fixando um plano de dieta na porta da geladeira. O plano diz: “’Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro’” (Jr 29.11 NVI). Esse amigo em dieta está interpretando a Bíblia corretamente? O primeiro princípio da interpretação é “leia contextualmente”. O estudioso da Bíblia pensa consigo mesmo: “Ele sabe que Jeremias falava aos líderes de Israel que estavam no exílio na Babilônia? Que uma palavra falada à nação de Israel não é necessariamente uma promessa pessoal a cristãos individuais?” O estudioso se preocupa: “Meu amigo pensa que Deus prometeu prosperá-lo através desse plano de dieta?” Ou o treinamento do estudioso o deixou louco? “Talvez meu amigo simplesmente queira lembrar que Deus é por seu povo”, o estudioso pensa, “inclusive por ele mesmo”.

 Nós confessamos que a Bíblia é a Palavra de Deus, mas a menos que a leiamos e a interpretemos apropriadamente, nossa confissão é uma mera formalidade. Uma exegese bíblica correta é essencial se esperamos conhecer e agir a partir da verdade bíblica. Uma interpretação correta possui dois elementos: o técnico e o pessoal. Do lado técnico, devemos ler a Bíblia de acordo com a gramática e o léxico da época. Não é suficiente saber o que palavras como carne, aliança, juiz, talento, escravo ou justificação significam hoje; nós devemos saber o que elas significavam naquela época. Em segundo lugar, devemos ler o texto em seus contextos literário e cultural.

A frequente ordenança “saudai uns aos outros com ósculo santo” (Rm 16.16; 1Co 16.20; 2Co 13.12; 1Ts 5.26; 1Pe 5.14) ilustra ambos os princípios. No ocidente, nós ingenuamente assumimos que esse beijo é algo para pessoas do primeiro século fazerem, mas não para nós. Mas não podemos simplesmente desconsiderar uma ordenança; nós devemos investigar. Quando fazemos isso, descobrimos que o “beijo” se tratava de um toque ritual de bochechas, não de lábios, e que era sempre de homem para homem ou de mulher para mulher, não de homem para mulher. Culturalmente, o beijo demonstrava amizade, afinidade e afeição. Portanto, para obedecer a ordenança em nossa cultura, nós avaliamos como nós demonstramos lealdade e afeição, e praticamos isso. A exegese correta descobre que o beijo em si não é a preocupação de Paulo. Ao invés disso, ele deseja que os crentes demonstrem lealdade e afeição de formas que possam adequar-se a cada cultura.

Leitores sérios possuem uma pergunta tríplice a respeito da interpretação bíblica: o que significava, o que significa e como isso se aplica? A pergunta é ainda mais urgente quando discípulos perguntam: quando eu interpreto uma afirmação literalmente e quando eu a interpreto de forma figurada? Quando devemos obedecer uma ordenança literalmente e quando não devemos? Nós respondemos essas questões estudando uma passagem em seu contexto cultural.

Tome, por exemplo, a questão de cobrir a cabeça e dos cabelos longos das mulheres (1Co 11.2-16). O véu é uma questão em si mesmo ou é um sinal de alguma coisa? Tradicionalmente, muitos cristãos tomaram a prescrição do véu como permanentemente obrigatória. Mesmo hoje, muitos insistem que o princípio permanente da autoridade masculina no lar significa que as mulheres devem cobrir as suas cabeças na igreja. Outros, contudo, argumentam que cortes de cabelo variam imensamente entre e dentro de culturas, e carregam pesos simbólicos variáveis. Os primeiros presidentes dos Estados Unidos usavam perucas e, até 1915, a maioria possuía pêlos faciais proeminentes. Retratos greco-romanos mostram que mulheres respeitáveis cobriam seus cabelos e os deixavam presos, não soltos. Hoje, mulheres casadas piedosas perguntam como sua aparência pode demonstrar respeito por seus maridos.

Uma segunda maneira de compreender o significado e a aplicação da Bíblia é seguindo a progressão de pensamento em uma passagem. Por exemplo, uma mulher certa vez disse a Jesus: “Bem-aventurada aquela que te concebeu, e os seios que te amamentaram!” (Lc 11.27). Esse louvor à mãe de Jesus parece estranho, mas naquela cultura as pessoas acreditavam que mulheres podiam encontrar grandeza ao dar à luz um grande filho. Ela pretendia bendizer Jesus ao bendizer Maria. A resposta de Jesus é intrigante: “Antes, bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!” (v. 28). O termo antes sugere que Jesus pretende gentilmente corrigi-la. Antes significa “sim, mas há mais”. O elogio dela é louvável, mas ela sutilmente diminui o sexo feminino ao assumir que uma mulher encontra grandeza através da ligação com um grande homem. Embora isso não seja inteiramente falso, uma mulher encontra verdadeira grandeza ao se tornar um fiel discípulo. Nesse caso, a exegese correta exige recursos. Qualquer comentário cuidadoso vai abordar os fatores culturais em Lucas 11. Dicionários bíblicos e enciclopédias bíblicas também são grandes auxílios.

Uma exegese adequada neste caso também requer que observemos a sutil mudança marcada pela palavra antes. Leitores cuidadosos prestam atenção em termos que significam uma mudança no pensamento. Quando uma passagem contrasta ideias, tira conclusões ou faz concessões, nós frequentemente vemos termos como mas, ou, ademais, ainda, visto que, pois, porque, então, portanto, a fim de que, e muito mais.
O discurso bíblico frequentemente deixa o ponto principal claro ao colocá-lo primeiro ou por último em uma passagem, ou repetindo-o (Sl 103.1-2; Tg 2.17, 20, 26). Mas devemos ler cuidadosamente para ver como a passagem alcança ou desenvolve o ponto principal. Por exemplo, o tema de Romanos 3.21-4.25 é a justificação pela fé somente, mas a função de 4.1-8 não é imediatamente óbvia. A frase é assim também que Davi declara (4.6) mostra que há alguma conexão. Uma reflexão demonstra que a conexão é: sabendo que aquela única declaração a respeito da justificação pela fé não será suficiente, Paulo ilustra seu ponto através dos heróis da fé, Abraão e Davi. A lição: nem mesmo Abraão, com suas incríveis ações, foi salvo pelas obras. E mesmo Davi, com seus terríveis pecados, foi perdoado e justificado pela fé. Se esses dois são justificados pela fé somente, todos os crentes são.

Nós temos muitos livros excelentes sobre métodos de estudo bíblico. Juntos eles respondem nossas perguntas comuns. Por exemplo, quando lemos história, deveríamos preferir a interpretação literal da Escritura, em que um monte é um monte. Ainda assim, o ensino de Jesus e dos profetas irrompe em metáforas, hipérboles e ironias. Jesus fez perguntas profundas esperando respostas, enquanto se recusava a dar uma resposta direta para metade das perguntas que lhe faziam. Jesus interpretou algumas parábolas (Mt 13.3-43), mas nos deixa tentar decifrar outras (v. 37). Semelhantemente, o Apocalipse ocasionalmente oferece dicas a respeito da interpretação apropriada de seus símbolos (por exemplo, Ap 12.7-12).
Moisés e Paulo possuíam um estilo linear e proposicional, mas Jesus e a maioria dos profetas amam poemas, parábolas e analogias que nos prendem com sua vivacidade, ou sua estranheza, e nos convidam a pensar. Quando nós os lemos, um monte pode ser um lugar de rebelião. Nesse sentido, Jeremias 51.25 chama a Babilônia, uma cidade localizada em uma vasta planície, de um “monte que destrói”. 

Semelhantemente, enquanto a maior parte das narrativas enunciam imediatamente a mensagem, outras se esticam por páginas sem fazê-lo. Se mantivermos a atenção no estilo ou no gênero de cada livro, essas coisas se tornam claras. Em sua sabedoria, Deus escolhe nos entregar verdades básicas como “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (1Tm 1.15). Mas ele nos deixa lutar para entender outros princípios.

Ocasionalmente, Jesus escolheu ser enigmático como repreensão àqueles que se recusavam a ouvir a sua palavra ou a prestar atenção aos seus sinais (Mt 13.11-17; veja Am 8.11; Jo 8.45). Ainda assim, a Bíblia não é poesia elitista que pretende causar perplexidade. Deus nos deu a sua Palavra para que crêssemos nele, para que o amássemos pactualmente e para que o seguíssemos. João disse que recontou os sinais de Jesus “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.30-31).

Conforme consideramos repreensões e fé, nós entramos no ângulo pessoal da interpretação. Os profetas e Apóstolos sabiam que suas palavras encontrariam rejeição e distorção deliberada (Jr 36.23; 2Pe 3.16), não apenas interpretação errônea comum. Portanto, Deus nos diz que se nós lermos a Bíblia corretamente em um nível pessoal, nós o conheceremos e seremos conformados a Ele. Visto que ele “faz misericórdia, juízo e justiça”, nós também deveríamos fazê-lo (Jr 9.24; 22.3). Nós deveríamos nos tornar mais como Deus em nosso caráter e nossas práticas (Rm 8.29; Ef 4.32-5.2).

O ângulo pessoal explica por que a Bíblia, diferentemente de outros livros, nos conta como lê-la. Jesus diz que devemos ler integralmente, procurando por seu sofrimento e glória (Lc 24.25-27; Hb 2.9; 1Pe 1.11). Paulo diz que a Escritura pode “tornar-te sábio para a salvação” (2Tm 3.15). Os Salmos ordenam que o povo de Deus medite na Palavra para encontrar vida (Sl 1; 19; 119). Provérbios encoraja os leitores a valorizar a sabedoria e encontrar bênção (Pv 2.1; 7.1). Tiago 1.22 diz: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”. Paulo diz que devemos ler através do Espírito ao invés da letra da lei (2Co 3.6).

A Escritura também nos fala sobre como não ler. Jesus frequentemente censurou os líderes judeus por lerem a Escritura erroneamente, perguntando: “Não lestes?” (por exemplo, Mt 12.3-5; 19.4; 21.16, 42; 23.31). Jesus não questionou a escolaridade ou os hábitos de leitura deles. Eles liam a Escritura, mas falhavam em compreender o seu significado. Em quatro ocasiões, eles perderam de vista o testemunho de Jesus. Uma vez, eles seguiram a letra da lei e perderam a sua intenção.

Em Mateus 19, os fariseus perguntaram: “É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?” (Mt 19.3). Jesus respondeu, perguntando-lhes se haviam lido que Deus criou a humanidade macho e fêmea para tornarem-se uma só carne (vv. 4-6). Ainda assim, muitos fariseus a liam erroneamente, transformando regulamentos que intentavam restringir o divórcio em bases para facilitar o divórcio. Eles perderam de vista o plano de Deus — que marido e mulher devem permanecer juntos.

Em Mateus 12, os fariseus novamente leram erroneamente quando acusaram Jesus de violar o sábado permitindo que seus discípulos colhessem grãos dos campos enquanto viajavam. Eles não tinham lido como Davi e seus companheiros comeram pão consagrado, o que era ilícito, porque tinham fome (v. 3; veja 1Sm 22)? Se eles tivessem lido a Escritura corretamente, eles saberiam que Deus diz: “Misericórdia quero, não sacrifício” (v. 7; veja Os 6.6). Isso significa que a verdadeira necessidade humana pesa mais do que regulamentos do templo e do sábado. Além disso, “aqui está quem é maior que o templo” (Mt 12.6). Isto é, se sacerdotes têm permissão de servir em um espaço que representa a presença de Deus, então os discípulos podem fazer qualquer coisa que seja necessária para auxiliar Jesus, pois ele é a presença de Deus.

Esses casos de leitura errônea demonstram que a correta exegese exige mais do que métodos apropriados. Não podemos fazer justiça à Escritura a menos que percebamos, como Agostinho disse, que o propósito final da Escritura é aumentar o “duplo amor a Deus e ao próximo”. Cristãos leem bem a Escritura quando buscam isso por si mesmos e pelos outros, e então fazem discípulos de todas as nações (Mt 28.18-20). Que leiamos a Bíblia de tal maneira que nos tornemos “homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (2Tm 2.2).

Tradução: Alan Cristie

http://ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/709/A_Importancia_de_uma_Exegese_Correta

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Graça e Glória 01 de Outubro - Meditação Vespertina


por  Charles Haddon Spurgeon

 "O Senhor dará graça e glória". (Salmos 84:11) 

Benevolência é Jeová em Sua natureza; dar é Seu deleite. Seus dons são imensuravelmente preciosos, e eles são tão livremente dados como a luz do sol. Ele dá graça para Seu eleito porque Ele o quer, para Seu redimido por causa de Seu concerto, para o chamado devido à Sua promessa, para os crentes porque eles a procuram, para os pecadores porque eles necessitam dela. Ele dá graça abundantemente, oportunamente, constantemente, voluntariamente, soberanamente; aumentando duas vezes o valor da dádiva pela maneira de sua concessão. Graça em todas as suas formas, Ele livremente rende ao Seu povo: confortando, preservando, santificando, dirigindo, instruindo, assistindo graça, Ele generosamente derrama em suas almas sem cessar, e Ele sempre o fará, não importa o que possa acontecer. Doenças podem suceder, mas o Senhor dará graça; pobreza pode por um acaso nos sobrevir, mas a graça certamente suprirá; a morte deve vir, mas a graça acenderá uma candeia na hora sombria. Leitor, quão abençoado é, a medida que os anos vão passando, e as folhagens começam novamente a cair , deleitar em uma promessa tão imarcescível como esta, “O Senhor dará graça”.  

A pequena conjunção “e” neste versículo é um diamante cravado, atando o presente com o futuro: graça e glória sempre caminharão juntos. Deus os tem casado, e ninguém pode divorcia-los. O Senhor nunca irá negar glória à alma para qual Ele tem dado livremente o viver sob Sua graça; de fato, glória nada mais é do que graça em seu vestido do Dia do Senhor, graça em completa florescência, graça como frutos de outono, suaves e perfeitos. Quão presto podemos ter glória, ninguém pode contar ! Pode ser que, antes deste mês de Outubro passar, veremos a Cidade Santa; porém, seja o intervalo longo ou curto, seremos glorificados dentro em breve. Glória, a glória do céu, a glória da eternidade, a glória de Jesus, a glória do Pai, o Senhor certamente dará aos Seus escolhidos.  

Oh, extraordinária promessa de um Deus fiel! 
 Duas argolas douradas de uma corrente celestial:  O que possui graça certamente ganhará glória.  


Tradução livre: Felipe Sabino de Araújo Neto  Cuiabá-MT.   

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Aprendendo a Combater Fogo com Fogo

por John Piper

Estar satisfeito com tudo o que Deus promete ser para nós em Jesus Cristo é a essência da fé na graça futura. Tenha em mente que, quando falo da fé na graça futura ou satisfação naquilo que Deus promete ser para nós, eu estou assumindo que uma parte essencial dessa fé e dessa satisfação é uma compreensão de Cristo como o substituto para suportar o nosso pecado, cuja obediência perfeita a Deus nos é imputada através da fé. Em outras palavras, a fé na graça futura abarca a base de todas as promessas, bem como as promessas em si. Ela entesoura Cristo como aquele cujo sangue e justiça fornecem o fundamento para toda a graça futura. E entesoura tudo o que Deus agora promete ser para nós em Cristo, por causa da obra fundamental. Sempre que falo de fé como sendo satisfeita em tudo o que Deus é para nós em Jesus, estou incluindo tudo isso nessa fé.

Essa fé é o poder que corta a raiz do pecado. O pecado tem poder por causa das promessas que faz a nós. Ele fala assim: “Se você mentir na sua declaração de imposto de renda, você terá dinheiro extra para conseguir aquilo que lhe fará mais feliz”. “Se você olhar esta pornografia, você terá uma onda de prazer que é melhor do que as alegrias de uma consciência limpa.” “Se você comer estes biscoitos quando ninguém estiver olhando, isso amenizará o seu senso de remorso e ajudará a lidar com a situação melhor do que qualquer outra coisa agora.” Ninguém peca por obrigação. Nós pecamos porque acreditamos nas promessas enganosas que o pecado faz. A Bíblia adverte “que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” (Hebreus 3:13). As promessas do pecado são mentiras.
Lutar contra a incredulidade e pela fé na graça futura significa que combatemos fogo com fogo. Nós lançamos as promessas de Deus contra as promessas do pecado. Nós nos agarramos a alguma grande promessa que Deus fez sobre o nosso futuro e dizemos a um pecado em particular: “Faça igual”! Dessa forma, fazemos o que Paulo diz em Romanos 8:13: “Se pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo”. John Owen escreveu um livro baseado nesse versículo e resumiu com: “Esteja matando o pecado, ou ele estará matando você”.4 Nós mortificamos os feitos pecaminosos antes que eles aconteçam, quando cortamos a raiz que lhes sustenta: as mentiras do pecado.

Fazer isso “pelo Espírito” significa que confiamos no poder do Espírito e, então, manejamos a “espada do Espírito”, que é a palavra de Deus (Efésios 6:17). A “palavra de Deus” é, em seu âmago, o evangelho, e então tudo o que Deus falou na sua palavra revelada. O evangelho da morte e ressurreição de Cristo não é apenas o núcleo, mas o fundamento de todas as promessas de Deus. Esse é o ponto da lógica de Romanos 8:32: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas”? “Todas as coisas” que precisamos – o cumprimento de todas as promessas de Deus – são garantidas pelo Pai ao não poupar o seu Filho. Ou, para colocar de forma positiva, todas as promessas de Deus estão garantidas a nós porque Deus enviou seu Filho para viver e morrer, a fim de cancelar os nossos pecados e tornar-se a nossa justiça. Então, quando eu digo que nós manejamos a Palavra de Deus, a espada do Espírito, o que quero dizer é que nós nos apegamos fortemente a essa verdade do evangelho centralizado em Cristo, com todas as suas promessas, e confiamos nelas em cada situação. Nós cortamos a corda de salvamento do pecado pelo poder de uma promessa superior. Ou, dito de forma mais positiva, nós liberamos o fluxo de amor pela fé na graça futura. Nós nos tornamos pessoas amorosas ao confiar nas promessas de Deus.

Tradução: Ingrid Fonseca

Fonte: Trecho do Livro Lutando Contra a Incredulidade, lançamento da Editora Fiel de Maio de 2014.

http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/687/Aprendendo_a_Combater_Fogo_com_Fogo

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Notícias da Família Gomes


Aprendendo em Serviço

Um mês de volta em África!
Passamos rápidos 12 dias em Moçambique resolvendo nossas questões de visto e documentação (que, graças ao bondoso Deus, correram sem dificuldades), e viemos para a África do Sul.
Rapidamente nos instalamos no chalé que resevaram para nossa família e já começamos a nos envolver com a nova rotina, o novo grupo de missionários e alunos que vivem na Palavra da Vida África do Sul. No total, são 30 pessoas vivendo na propriedade.
A rotina é intensa. Atividades ministeriais diárias nos convidam a servir e a aprender o tempo todo. Sim, o foco principal é aprender o inglês. O Enéias, principalmente, tem se dedicado muito aos estudos,  com aulas dadas por uma missionária, curso online, outros recursos didáticos. Mas claro que temos aprendido bem mais do que o idioma.
Como a forma mais eficiente de aprender a falar é FALANDO, desenvolver relacionamentos é parte fundamental do processo. E para nos relacionarmos, embarcamos em todas as atividades possíveis: do futebol no presídio ao clube bíblico infantil feito em um terreno vazio perto da propriedade. Das devocionais diárias às aulas no instituto bíblico. Das refeições com os alunos à lavagem da louça e limpeza do refeitório. Da reunião de jovens na igreja, dos cultos dominicais ao cultinho nos dormitórios. Da troca do telhado da futura biblioteca, da escavação para instalação de cabos elétricos à conferência missionária! Enfim...tem sempre alguma coisa acontecendo que nos permite a aprender mais inglês, mais sobre pessoas, mais sobre cultura, mais sobre servir, mais sobre Cristo.

Lá em casa...
Alguns carinhos que Deus nos faz tornam este tempo ainda mais marcante para nós.
A Ester recebeu uma grande oportunidade de estudar em uma escolinha cristã, pagando apenas os lanchinhos que a escola serve. Lá também vai poder começar o tão sonhado ballet!
A Elisa continua forte e, retomada a rotina, feliz! Tem aproveitado muito a vida com quintal e espaço de sobra para correr, cair e levantar.
A Bibiana experimentou um tempo especial de crescimento na fé e dependência do Senhor ao receber a notícia de que sua mãe sofreu um acidente no Brasil e ficou vários dias no hospital. Sua mãe já está em casa, passa bem, mas ainda inspira cuidados por ter sofrido um trauma na cabeça.
No dia 05 de junho, Enéias completou 30 anos de idade. E que grande presente foi ter seu irmão conosco nesse dia, por 10 horas! Lucas estava a caminho da Austrália e sua conexão se dava aqui em Johanesburgo.
Louvamos a Deus por seu cuidado e pela oportunidade de termos esse tempo para nos equiparmos ainda melhor para servi-Lo. Agradecemos a você, mantenedor, apoiador, amigo, intercessor por caminhar conosco também nesta etapa da jornada. 
Por favor, ore...

- Pela recuperação completa da mãe da Bibi (Ivete)



- Pela adaptação da Ester ao inglês



- Para que o objetivo de aprender o Inglês seja alcançado



- Pelos ministérios da Palavra da Vida África do Sul
Para ofertas especiais:
Banco do Brasil
Ag. 0264-x
C/c. 41.734-3
CPF: 333.098.758-81
Enéias Silva Gomes Jr.
Para ver mais notícias, vídeos e fotos, acesse nosso blog: gomesemmissao.wordpress.com.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Bispo pentecostal sugere "desintoxicação" em igrejas históricas

Quinta-feira, 12 de julho de 2012 (ALC) - "Desligue-se da televisão evangélica" é a admoestação do bispo Walter McAlister, da Igreja Cristã Nova Vida, de linha pentecostal, sugerindo que fiéis façam uma "desintoxicação" dos hábitos neopentecostais frequentando templos de igrejas históricas.
Ele propõe que para a desintoxicação o crente busque uma igreja tradicional, como batistas, presbiterianos, metodistas e congregacionais, que são, na sua grande maioria, mais dedicados ao estudo das Escrituras.
"Ache uma", recomenda em seu site. "Digo isso não porque seja necessariamente a igreja que você vai frequentar pelo resto da vida. Mas encare isso como parte de sua 'desintoxicação'".
Um dos pecados de igrejas neopentecostais é "o abuso ou o abandono das Sagradas Letras", aponta o bispo. "Usam frases feitas, adesivos, chavões e uma cultura interna massacrante de autoajuda e pensamento positivo", assinala.
Ou seja, não fazem teologia. O argumento de que não precisam de teologia, só de Jesus, "é um apelo à ignorância e não acrescenta nada à nossa vida espiritual". Teologia, define McAlister, é a linguagem da Igreja, é a formação de conceitos corretos e bíblicos. "É a maneira pela qual os pensadores organizaram o conhecimento bíblico e o traduziram à prática e ao culto cristão".
O bispo explica, no site, porque não indica a sua própria igreja para a "desintoxicação": quando nesse processo, é preciso "se afastar de tudo o que pode te levar de volta ao vício. Toda e qualquer igreja pentecostal, inclusive a nossa, usa termos, jargões e conceitos que trazem ligeira semelhança com os do neopentecostalismo, mesmo que não sejamos neopentecostais".
Na França, o Conselho Nacional dos Evangélicos (CNEF) publicou documento em que classifica a teologia da prosperidade, proclamada por igrejas neopentecostais, como uma distorção da mensagem cristã, informa o jornal "La Croix".
 
A teologia da prosperidade, diz o documento, "instrumentaliza" Deus, colocando-o a serviço da prosperidade do fiel". Entrevistado pelo jornal, o pastor batista Thierry Huser frisou que essa teologia ignora "toda a pedagogia de Deus na nossa vida, que às vezes quer nos dar ensinamentos a partir de situações difíceis".